Conheci o jejum, enquanto mecanismo de cura, acidentalmente.
Digo acidentalmente porque sempre me alimentei com intervalos curtos (3 em 3 horas) apenas por acreditar que essa dieta era satisfatória, na medida em que supria a minha necessidade calórica diária. Até que surgiu a necessidade, em razão de compromissos, de estender o intervalo entre uma e outra refeição. Cheguei a ficar (sem qualquer preparo inicial) 18 horas sem comer.
Foi nesse momento que comecei a estudar sobre o jejum e os seus benefícios.
Na verdade, eu não entendia a real necessidade do meu corpo. Achava que o corpo precisava estar alimentado todo o tempo. É dizer, eu fornecia energia constante (especialmente por meio de carboidratos refinados) e não me preocupava em estabelecer períodos saudáveis de descanso. Assim, excluindo o período de sono, a minha via anabólica (mTor) estava em constante ativação, o que, por sua vez, prejudicava a regulação da atividade de reparo mitocondrial, sem falar no desequilíbrio hormonal (GH, testosterona, insulina etc).
Iniciei experimentos com a intenção de fazer com que o meu corpo entendesse que a energia seria produzida pela gordura e não mais pelos carboidratos. Dessa maneira, consegui (com paciência e determinação) mais tempo sem a ingestão de alimentos, pois os carboidratos, especialmente os refinados, causavam picos glicêmicos e me forçavam a comer mais vezes.
Com o passar do tempo e praticamente sem a participação de carboidratos na alimentação, dei início a períodos mais prolongados de jejum (16, 18, 24, 48, 72 até 96 horas).
Hoje, por experiência própria, posso afirmar que com a prática do jejum consegui desintoxicar o corpo e, sobretudo, ativar a via APMK (catabolismo) com regulação da atividade de reparo mitocondrial sob a influência da morte programada das células defeituosas (apoptose).
Foi assim que descobri o jejum: enquanto instrumento de cura!
Desejo uma vida EXTRAORDINÁRIA e PLENA!
Grato!
Paulo Ishihara
