Passaporte Digital de Imunização: segurança X liberdade

O Deputado Felipe Carreras (PSB/PE) apresentou o Projeto de Lei nº 959/2021 com pretensão de alterar a Lei nº 6.259, de 30 de outubro de 1975, que dispõe sobre o Programa Nacional de Imunizações, para instaurar o Passaporte Digital de Imunização.

Segundo a proposta então apresentada, o artigo 5º, § 3º, da Lei nº 6.259/75 passaria a ter a seguinte redação:

“§ 3º O Passaporte Digital de Imunização poderá ser exigido para autorizar a entrada em eventos e locais públicos, utilização de meios de transporte coletivos sejam terrestres, aquaviários ou aéreos, bem como em qualquer local em que a aglomeração de pessoas exija controle sanitário com o fito de aumentar a segurança da população.” (grifei)

Ao longo da justificativa do projeto, o Deputado Felipe Carreras registra que a instituição do passaporte digital garantirá “não somente o direito de circulação da população, a diminuição dos efeitos nocivos do isolamento social prolongado, a dispensa da quarentena, bem como a manutenção das atividades econômicas que não puderam se adaptar a sistemas remotos de oferta de serviços e produtos.

E conclui, “o Passaporte Digital de Imunização poderá ser utilizado para autorizar a entrada em locais e eventos públicos, a utilização de meios de transporte coletivos, o ingresso em hotéis, cruzeiros, parques, reservas naturais, entre muitas outras possibilidades.

A ideia desse passaporte digital constitui, na verdade, o embrião de algo muito mais danoso para a sociedade.

De início, tem-se a materialização do passaporte digital sob a alegação do “benefício” da proteção e da segurança. Ocorre que a materialização do passaporte de imunização confere, apenas, controle e dominação sobre a sociedade. Troca-se liberdade por suposta segurança.

Não existe democracia sem liberdade.

Cabe relembrar a lição de Benjamin Franklin, no sentido de que aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança“.

Notem que a legitimação do documento digital inaugura a nova era sob a correlação direta entre scaneamento de créditos e débitos, informações pessoais de saúde, créditos sociais, criptomoedas, nano partículas etc., o que, em minha opinião, torna a sociedade cada vez mais vulnerável e, essencialmente, escravizada.

Oportuno registrar que já existem “passaportes de saúde” que se materializam por meio de tatuagens invisíveis aplicadas no dorso da mão, as quais são constituídas de nano partículas que possuem um sistema de leitura por meio de bioluminescência associada a enzimas (luciferase) que catalisam reações biológicas transformando energia química em energia luminosa.

Agora comparem essas propostas com o que a Bíblia nos ensina: O segundo monstro recebeu poder de soprar vida na imagem do primeiro, para que ela pudesse falar e matar todos os que não a adorassem. Ele obrigou todas as pessoas, importantes e humildes, ricas e pobres, escravas e livres, a terem um sinal na mão direita ou na testa. Ninguém podia comprar ou vender, a não ser que tivesse esse sinal, isto é, o nome do monstro ou o número do nome dele. Isso exige sabedoria. Quem é inteligente pode descobrir o que o número do monstro quer dizer, pois o número representa o nome de um ser humano. O seu número é seiscentos e sessenta e seis.” (Apocalipse 13:15-18)

Nesse cenário de controle e dominação, a Microsoft, em 26 de março de 2020, registrou a patente WO 060606, segundo a qual a “atividade corporal humana associada a uma tarefa atribuída a um usuário pode ser usada no processo de mineração de um sistema de criptomoeda…”

Ora, a patente WO 060606 reivindica a propriedade intelectual sobre nossos corpos e mentes. Desse modo, “em vez de seres inteligentes, conscientes, espirituais e soberanos que, com sabedoria e valores éticos, tomam decisões e fazem escolhas sobre os impactos das nossas ações no mundo natural e social de que fazemos parte e ao qual estamos vinculados, somos ‘usuários’ ― isto é, consumidores sem poder de decisão no império digital.” (Oneness vs. the 1%: Shattering Illusions, Seeding Freedom)

Fiquem atentos, pois na política, nada acontece por acidente. Se acontece, pode apostar que foi planejado assim”. (Franklin Delano Roosevelt)

Até o próximo post
se DEUS assim permitir.

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